sábado, 12 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
23/11/2009
Depois que a gente cresce não sobra muito daquilo que a gente foi um dia. As coisas mudam de maneira tão drástica que fica até difícil saber se a gente continua sendo a mesma pessoa de antes, ou se simplesmente acordamos no corpo de outro da noite pro dia. Pelo menos é assim que eu me sinto.
A vida é mesmo uma coisa assustadora. E apesar de ter como limite o momento em que morremos, sinto que sua amplidão faz com que ela assuma ares de infinitude. Um bom exemplo que eu posso dar é o fato de eu já ter vivido, aos 21 anos, experiências que não caberiam em 21 livros de Harry Potter. Por outro lado, quando penso no futuro, percebo que ainda ficaram muitos outros oceanos para eu desbravar.
O fato é que, quanto mais eu vivo, quanto mais eu me deixo invadir por novas emoções, novos sabores, novos saberes, menos eu me reconheço na minha própria subjetividade.
Acho que eu parei de pensar nessas coisas por um tempo e comecei a ficar sem prumo. Estava tão concentrado em me olhar no espelho e admirar a minha imagem que acabei me esquecendo de quem eu sou. Ou de quem eu era. Já não tenho certeza de mais nada.
Será que eu já tive algum dia?
A vida é mesmo uma coisa assustadora. E apesar de ter como limite o momento em que morremos, sinto que sua amplidão faz com que ela assuma ares de infinitude. Um bom exemplo que eu posso dar é o fato de eu já ter vivido, aos 21 anos, experiências que não caberiam em 21 livros de Harry Potter. Por outro lado, quando penso no futuro, percebo que ainda ficaram muitos outros oceanos para eu desbravar.
O fato é que, quanto mais eu vivo, quanto mais eu me deixo invadir por novas emoções, novos sabores, novos saberes, menos eu me reconheço na minha própria subjetividade.
Acho que eu parei de pensar nessas coisas por um tempo e comecei a ficar sem prumo. Estava tão concentrado em me olhar no espelho e admirar a minha imagem que acabei me esquecendo de quem eu sou. Ou de quem eu era. Já não tenho certeza de mais nada.
Será que eu já tive algum dia?
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Aula de LitIngl III
Às vezes eu me sinto meio "out of place". Ultimamente tem acontecido mais frequentemente. É como se nada fizesse sentido. Como se as coisas não tivessem mais um propósito. A impressão que fica é que eu já fiz tudo o que eu precisava fazer e que agora sobrou muito pouco. Eu sei que não é bem assim, mas é quase impossível evitar esse sentimento. Parece que toda a minha vida tem sido um longo seriado que se aproxima de sua última temporada. Não me refiro à vida biologicamente falando. Quero e sinto que ainda tenho muito pela frente. (Oi, eu só tenho 21 anos!) Eu falo da vida que eu conheço, de ter a proteção dos meus pais, de estar cercado de amigos... Não me sinto só, mas sinto que estou sozinho. Como se eu tivesse sido jogado no mundo pra me virar por conta própria. Óbvio que, mais uma vez, isso tudo não passa de um grande exagero meu, mas é isso que eu temo que aconteça num futuro bem próximo. Sinto raiva de coisas bobas, tudo me incomoda. Acho que é por causa dessa perspectiva, que me parece sempre tão triste. Tenho pensado muito em todas as coisas que me aconteceram ao longo da vida, e em tudo o que me trouxe até aqui. Fico apavorado quando percebo o quanto eu mudei. Não me reconheço mais naquela pessoa que eu era antes. Às vezes sinto saudade daquela minha outra versão, tão menos cética, tão mais ingênua. Às vezes fico feliz por ter me tornado quem eu sou, e não me arrependo de absolutamente nada do que eu fiz. Finalmente deixei de lado o ressentimento, o rancor. Acho que estou aprendendo a viver sem olhar pra trás. E é exatamente isso que me assusta: estou seguindo em frente, deixando toda uma vida pra trás, me afastando cada vez mais de quem eu era e das pessoas que eram importantes pra mim. Temo que não sobre mais nada. Temo andar rápido demais e acabar me perdendo. Se é que eu já não estou perdido.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Me esvaziando
Hoje fiquei em casa. Não estava me sentindo bem pra ir trabalhar. Liguei e disse que estava ficando gripado e que preferia não sair pra não correr o risco de acabar piorando. Aproveitei pra colocar algumas coisas no lugar. Foi uma atividade longa e solitária, dessas que eu não tenho há muito tempo. De certa forma, sinto que eu precisava desse momento só pra mim. Foi bom estar na minha própria companhia.
O fato é que as coisas mudaram de uma maneira inesperada no último ano. De repente, comecei a assumir o controle da minha própria vida. Nem tive tempo de ficar assustado com a quantidade de coisas novas que iam me invadindo dia após dia. Quando eu vi, já tinha passado por tudo aquilo. E não tinha mais como voltar atrás.
De uns tempos pra cá, venho sentindo a necessidade de resgatar alguma coisa que se perdeu lá atrás. Não sabia exatamente do que se tratava, até o instante em que eu me dei conta de que, em meio a tantas novidades, em meio a tantas coisas que foram surgindo de uma hora pra outra, a única coisa que me fazia falta era eu mesmo. Parece piegas. E é. Mas é verdade. A minha verdade nesse momento. Sinto falta de mim mesmo. Sinto falta de quem eu fui e de quem eu queria ter sido, dos planos que eu tinha feito, das coisas que fugiram do roteiro.
Ao contrário do que parece, não me arrependo de nada. Faria as coisas exatamente do mesmo jeito se tivesse que enfrentar tudo outra vez. Faz parte de quem eu sou lidar com a vida dessa forma. Está previsto no meu código genético, não há muito o que fazer. No entanto, não consigo deixar de me sentir triste ao perceber que tudo poderia ter sido diferente se eu não tivesse optado pelo caminho mais seguro...
PS: pensei muito na Laura enquanto escrevia isso aqui.
O fato é que as coisas mudaram de uma maneira inesperada no último ano. De repente, comecei a assumir o controle da minha própria vida. Nem tive tempo de ficar assustado com a quantidade de coisas novas que iam me invadindo dia após dia. Quando eu vi, já tinha passado por tudo aquilo. E não tinha mais como voltar atrás.
De uns tempos pra cá, venho sentindo a necessidade de resgatar alguma coisa que se perdeu lá atrás. Não sabia exatamente do que se tratava, até o instante em que eu me dei conta de que, em meio a tantas novidades, em meio a tantas coisas que foram surgindo de uma hora pra outra, a única coisa que me fazia falta era eu mesmo. Parece piegas. E é. Mas é verdade. A minha verdade nesse momento. Sinto falta de mim mesmo. Sinto falta de quem eu fui e de quem eu queria ter sido, dos planos que eu tinha feito, das coisas que fugiram do roteiro.
Ao contrário do que parece, não me arrependo de nada. Faria as coisas exatamente do mesmo jeito se tivesse que enfrentar tudo outra vez. Faz parte de quem eu sou lidar com a vida dessa forma. Está previsto no meu código genético, não há muito o que fazer. No entanto, não consigo deixar de me sentir triste ao perceber que tudo poderia ter sido diferente se eu não tivesse optado pelo caminho mais seguro...
PS: pensei muito na Laura enquanto escrevia isso aqui.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Nostalgia
Só pra variar, entrei numas de querer desenterrar o passado. Comecei por converter todos os meus cds de Sandy & Junior em mp3, daí a coisa não parou mais. O pior de tudo é que, enquanto eu fazia isso, comecei a chorar. Assim, muito. Um horror. Meu irmão entrou no quarto e ficou me chamando de mulherzinha. Eu ria e chorava e sentia um aperto no peito, porque de repente foi como se eu sentisse as coisas exatamente da mesma forma que eu sentia antes, quando eu era um garotinho ingênuo. Naquela época era tão mais fácil acreditar que as coisas seriam exatamente do jeito que eu queria!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Isso sim é tédio!
Hoje concluí que eu não sirvo mais pra levar aquela vida sedentária que eu levava antes. Não tenho mais saco pra ficar em casa a tarde inteira sem fazer nada. Não mesmo.
Acordei super tarde e fui ver "Barrados no Baile". Normal. Depois disso almocei e voltei pra cama. Acordei às 16:00h, exatamente na hora da reprise de "Barrados no Baile". Assisti mais uma vez ao mesmo episódio e fui caçar o que fazer. Procurei em vão por algum filme interessante, alguma coisa que me chamasse a atenção no guia de programação. Nada. Recorri ao meu acervo de filmes, mas também não estava com vontade de ver nenhum deles. Entrei na internet. Comecei a procurar bandas desconhecidas pra baixar alguma coisa. Os nomes novos que eu descobri não me atraíram. Desisti daquela vida e resolvi ser útil. Varri meu quarto, ajeitei meu sofazinho que vive coberto de papel, arrumei meu armário... Até a louça eu lavei. No final das contas, ainda eram 19:00h. Entrei na internet outra vez e fiquei fazendo hora até ficar de saco cheio. Outra vez. Daí fui brincar um pouquinho com a Sissy, mas ela ainda tava meio cansadinha por causa da tosa. Improvisei um lencinho marroquino pra ela com um retalho de um vestido de oncinha que a minha mãe desfez outro dia, borrifei um pouquinho de perfume nele, e amarrei em volta do pescocinho dela. Ficou um charme. Depois disso fui jantar. Tentei mais uma vez achar algum filme bom pra ver. Tava passando "Lolita" na MGM, mas comecei a ficar estranhamente triste com aquele filme. (Já li o livro duas vezes e vi a versão do Kubrick. Nunca tinha me sentido tão triste com essa história quanto hoje, enquanto eu assitia a essa versão mais recente) Desisti do filme na metade e fui ver "Sex and the City". Daí fui tomar banho pela primeira vez no dia (ew!) e acabei sentando aqui outra vez. E foi isso. Joguei um dia inteiro fora.
É, definitivamente não sirvo mais pra isso.
Acordei super tarde e fui ver "Barrados no Baile". Normal. Depois disso almocei e voltei pra cama. Acordei às 16:00h, exatamente na hora da reprise de "Barrados no Baile". Assisti mais uma vez ao mesmo episódio e fui caçar o que fazer. Procurei em vão por algum filme interessante, alguma coisa que me chamasse a atenção no guia de programação. Nada. Recorri ao meu acervo de filmes, mas também não estava com vontade de ver nenhum deles. Entrei na internet. Comecei a procurar bandas desconhecidas pra baixar alguma coisa. Os nomes novos que eu descobri não me atraíram. Desisti daquela vida e resolvi ser útil. Varri meu quarto, ajeitei meu sofazinho que vive coberto de papel, arrumei meu armário... Até a louça eu lavei. No final das contas, ainda eram 19:00h. Entrei na internet outra vez e fiquei fazendo hora até ficar de saco cheio. Outra vez. Daí fui brincar um pouquinho com a Sissy, mas ela ainda tava meio cansadinha por causa da tosa. Improvisei um lencinho marroquino pra ela com um retalho de um vestido de oncinha que a minha mãe desfez outro dia, borrifei um pouquinho de perfume nele, e amarrei em volta do pescocinho dela. Ficou um charme. Depois disso fui jantar. Tentei mais uma vez achar algum filme bom pra ver. Tava passando "Lolita" na MGM, mas comecei a ficar estranhamente triste com aquele filme. (Já li o livro duas vezes e vi a versão do Kubrick. Nunca tinha me sentido tão triste com essa história quanto hoje, enquanto eu assitia a essa versão mais recente) Desisti do filme na metade e fui ver "Sex and the City". Daí fui tomar banho pela primeira vez no dia (ew!) e acabei sentando aqui outra vez. E foi isso. Joguei um dia inteiro fora.
É, definitivamente não sirvo mais pra isso.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Falso Moralismo
Taí uma coisa que eu aprendi a odiar ao longo dessa minha vida de apenas 20 anos. Prontojátireidedentrodemim.
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